Padre acusado de crimes sexuais será julgado em Cascavel

A Justiça confirmou que o julgamento do padre Genivaldo Oliveira dos Santos, ocorrerá em Cascavel. Ele é acusado de uma série de crimes sexuais e outras irregularidades cometidas durante seu ministério sacerdotal.

Número de Crimes: O Ministério Público do Paraná (MP-PR) denunciou o religioso por 21 crimes (com aditamentos posteriores elevando esse número para até 25 delitos).

Vítimas: A denúncia inicial identificou 13 vítimas, com idades entre 12 e 48 anos. Relatos apontam que os abusos ocorriam desde 2009.

Tipificação: As acusações incluem estupro de vulnerável, violação sexual mediante fraude, importunação sexual, assédio sexual, além de curandeirismo e tráfico de drogas (pela oferta de entorpecentes às vítimas).

Outras Irregularidades: Há investigações paralelas sobre desvio de recursos de doações e uso indevido de bens paroquiais para fins pessoais.

Prisão: O padre foi preso preventivamente em agosto de 2025 e transferido para o Complexo Médico Penal em Pinhais (região de Curitiba) em setembro.

Foro de Julgamento: A decisão judicial estabeleceu Cascavel como o local para o processo e julgamento, uma vez que a maioria dos fatos e a sede de sua atuação religiosa estavam concentradas na cidade.

Pena Estimada: Devido ao número de vítimas e à gravidade dos crimes, a soma das penas pode ultrapassar 150 anos de prisão.

Afastamento: A Arquidiocese de Cascavel afastou o padre logo após as primeiras denúncias.

Processo Canônico: Um processo corre no Tribunal Eclesiástico e será enviado ao Vaticano. Se as acusações forem confirmadas pela Igreja, ele poderá sofrer a “demissão do estado clerical” (deixar de ser padre).

O processo segue em segredo de Justiça para preservar a identidade das vítimas.

📌 Siga o nosso perfil @folhadecascavelpr

♻ Curta! Comente! Compartilhe!

Fonte: Redaçâofolhadecascavel