A inércia de dez anos não justifica a paralisia atual. Foz do Iguaçu precisa de covas, não de notas oficiais.

A Prefeitura de Foz do Iguaçu admitiu o que a população já teme: o sistema funerário municipal está em estágio terminal. Com apenas 12 vagas restantes somadas nos cemitérios São João Batista e Três Lagoas, a cidade vive sob o risco iminente de não ter onde enterrar seus mortos.
A crise, embora agravada por um recente surto de óbitos, expõe uma omissão histórica. A própria administração reconhece que o problema persiste há mais de uma década, mas a solução definitiva permanece travada em burocracias contratuais e “análises de cautela”.
Enquanto a disponibilidade de jazigos chega ao limite, o foco parece recair sobre a renovação do contrato com a concessionária CAMIS, que vence apenas em 2028. A empresa condiciona os investimentos necessários à antecipação da renovação — um movimento que coloca o Município entre a urgência humanitária e a complexidade jurídica.
Vagas Disponíveis: 08 (São João Batista) e 04 (Três Lagoas).
Média de Sepultamentos: 06 por dia (saltou para 30 em curto período).
Medida de Emergência: Retomada de túmulos de famílias inadimplentes.
É inaceitável que uma cidade do porte de Foz do Iguaçu dependa da “reutilização de jazigos” e editais de inadimplência para garantir o direito básico ao sepultamento. A gestão atual, ao alegar que busca uma “solução estrutural”, parece ignorar que, para quem perde um ente querido hoje, o longo prazo não existe.
A inércia de dez anos não justifica a paralisia atual. Foz do Iguaçu precisa de covas, não de notas oficiais.
Fonte; Redação folhadecascavel
Foto; IA










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