A Fragilidade de uma Gestão que Derrete na Chuva
Cascavel assiste, entre a indignação e o deboche, a um espetáculo de engenharia reversa: o asfalto que se desintegra. Batizado ironicamente pela população como “asfalto de papelão”, as obras de pavimentação da gestão Renato Silva tornaram-se o símbolo de um governo que parece priorizar a pressa do marketing em detrimento da resistência do material.
O vídeo que circula e revolta os contribuintes não deixa margem para dúvidas. O que deveria ser infraestrutura pesada, capaz de suportar o tráfego de uma cidade que é polo regional, mais se assemelha a uma camada de pintura preta sobre a terra. A expressão “papelão” não é apenas força de expressão; refere-se à espessura pífia e à falta de aderência de um serviço que não resiste.
A Maquiagem Eleitoral: Para muitos moradores, a pressa em entregar ruas “pretinhas” cheira a estratégia política, ignorando que o cidadão de Cascavel é esclarecido e sabe distinguir uma obra séria de uma solução paliativa de baixo custo.
Se o objetivo era deixar uma marca, Renato Silva conseguiu. Mas a marca não é a do progresso, e sim a das crateras que surgem dias após a passagem das máquinas. O asfalto que “descola” da via como se fosse uma fita adesiva mal colocada é o retrato de uma administração que parece ter pressa para inaugurar e pouca disposição para fiscalizar.
Conclusão: O Povo não é Cego
O “asfalto de papelão” é mais do que um erro de engenharia; é um erro político. Enquanto a prefeitura tenta vender uma cidade de primeiro mundo em suas redes sociais, o Cascavelense real — aquele que rasga pneus e estraga a suspensão do carro — vive a realidade de um asfalto que parece ter sido feito para durar apenas até o próximo boletim informativo da prefeitura.
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Fonte/ Redação folhadeCascavel
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